
“Amor é fogo que arde sem se ver; é ferida que dói e não se sente; é um contentamento descontente; é dor que desatina sem doer”. Bela descrição em um soneto de Camões!
“Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor, eu nada seria”. Essa é de um soneto de Paulo de Tarso.
Parece tão fácil falar de algo tão inexoravelmente complexo! Falo complexo pelo que observei, sobretudo agora à noite.
Vinha da casa da “Patroa” umas dez e pouco da noite, e ao passar próximo ao pastel da esquina de sua casa, um grupo de pessoas comentava a precipitação de uma emissora de TV ao anunciar o falecimento da jovem Eloá, mantida desde segunda-feira como refém por seu ex-namorado Lindemberg. A jovem encontra-se, até o momento, internada em estado gravíssimo!
Caminhando mais um pouco, passo a observar um grupo de amigos que enquanto bebia, conversava a respeito do mesmo caso, afirmando que quem deveria ter entrado no apartamento no lugar da amiga de Eloá deveria ter sido a mãe de Lindemberg.
Em outra esquina próxima a minha casa, enquanto paro pra comprar espetinhos o assunto em volta da churrasqueira é o mesmo de antes!
Chego em casa e, com o mesmo ar estarrecido e comovido minha mãe comenta sobre o caso da jovem de 15 anos!
Vinha refletindo no caminho, e agora, enquanto como essa coxa de frango com lingüiça e arroz me pergunto: ― Qual é o limite daquilo que denominamos “Amor”? Esse sentimento tão intenso que confunde mentes transforma vidas [...]
Não é incomum que atrocidades sejam cometidas por conta de um sentimento como esse. Graças ao que se chama amor, muitas pessoas se acham no direito de privar seus “objetos ansiados” de viver; chegando ao ponto de cometer loucuras, matar, morrer, destruir, e assim por diante.
E não é apenas ao sentimento entre homem e mulher que me refiro. Muitas barbaridades foram e são cometidas por pessoas que proclamam amar a um deus ou a um ideal: As Cruzadas e a Inquisição são exemplos do amor dos cristãos por seus dogmas; os atentados terroristas são exemplos do amor dos mulçumanos por suas crenças; a morte de bebês com alguma imperfeição é um exemplo de amor aos ideais bélicos em Esparta, a circuncisão de mulheres em alguns países da África é um exemplo de amor as tradições, [...]
A questão é: O que leva a esse extremismo?
Por que alguns se entregam tão veementemente a esse sentimento?
Por que até nós mesmos já fomos afetados, minimamente que seja, pelo sentimento de apego intenso a alguém ou a algum ideal?
Qual o limiar que separa-nos daqueles que cometem loucuras por amor? Ou será que não existe limiar e nós é que ainda não amamos o bastante?
“Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor, eu nada seria”. Essa é de um soneto de Paulo de Tarso.
Parece tão fácil falar de algo tão inexoravelmente complexo! Falo complexo pelo que observei, sobretudo agora à noite.
Vinha da casa da “Patroa” umas dez e pouco da noite, e ao passar próximo ao pastel da esquina de sua casa, um grupo de pessoas comentava a precipitação de uma emissora de TV ao anunciar o falecimento da jovem Eloá, mantida desde segunda-feira como refém por seu ex-namorado Lindemberg. A jovem encontra-se, até o momento, internada em estado gravíssimo!
Caminhando mais um pouco, passo a observar um grupo de amigos que enquanto bebia, conversava a respeito do mesmo caso, afirmando que quem deveria ter entrado no apartamento no lugar da amiga de Eloá deveria ter sido a mãe de Lindemberg.
Em outra esquina próxima a minha casa, enquanto paro pra comprar espetinhos o assunto em volta da churrasqueira é o mesmo de antes!
Chego em casa e, com o mesmo ar estarrecido e comovido minha mãe comenta sobre o caso da jovem de 15 anos!
Vinha refletindo no caminho, e agora, enquanto como essa coxa de frango com lingüiça e arroz me pergunto: ― Qual é o limite daquilo que denominamos “Amor”? Esse sentimento tão intenso que confunde mentes transforma vidas [...]
Não é incomum que atrocidades sejam cometidas por conta de um sentimento como esse. Graças ao que se chama amor, muitas pessoas se acham no direito de privar seus “objetos ansiados” de viver; chegando ao ponto de cometer loucuras, matar, morrer, destruir, e assim por diante.
E não é apenas ao sentimento entre homem e mulher que me refiro. Muitas barbaridades foram e são cometidas por pessoas que proclamam amar a um deus ou a um ideal: As Cruzadas e a Inquisição são exemplos do amor dos cristãos por seus dogmas; os atentados terroristas são exemplos do amor dos mulçumanos por suas crenças; a morte de bebês com alguma imperfeição é um exemplo de amor aos ideais bélicos em Esparta, a circuncisão de mulheres em alguns países da África é um exemplo de amor as tradições, [...]
A questão é: O que leva a esse extremismo?
Por que alguns se entregam tão veementemente a esse sentimento?
Por que até nós mesmos já fomos afetados, minimamente que seja, pelo sentimento de apego intenso a alguém ou a algum ideal?
Qual o limiar que separa-nos daqueles que cometem loucuras por amor? Ou será que não existe limiar e nós é que ainda não amamos o bastante?
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